Artigos Divaldo destacada

Publicado em 2 de outubro, 2017 | por Administrador

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Divaldo Franco

Conferência em Americana/SP – 30/09/2017

O Parque de Eventos do Clube dos Cavaleiros de Americana – SP foi escolhido para poder receber com conforto as mais de 3.500 pessoas que ali se congregaram na noite de 30.09.2017 para poder ouvir a conferência espírita de Divaldo Franco.

Divaldo inicia a conferência fazendo referência às recentes estatísticas da OMS que projeta para o ano de 2025 que os óbitos provocados por problemas cardíacos, que hoje lideram o ranking de causa mortis, será ultrapassado pela Depressão em função dos suicídios.

Historiando o transtorno da depressão, Divaldo cita o Dr. Emil Kraepelin (1856-1926) psiquiatra alemão tido como o criador da moderna psiquiatria, por ter desenvolvido um novo sistema para diagnosticar as doenças mentais, contrariando a abordagem psicanalista de Freud que atribuía a fatores psicológicos a origem das doenças psiquiátricas, enquanto que o Dr. Kraepelin as considerava como sendo uma decorrência de problemas orgânicos do cérebro.

Com base nesse novo pensamento o Dr. Kraepelin logrou diferenciar a Esquizofrenia do Transtorno Afetivo Bipolar, que até então era considerada uma única doença.

Os seguidos progressos da psiquiatria lograram identificar os Neurotransmissores substâncias químicas produzidas pelas células nervosas (Neurônios), com a função de enviar informações para outras células estimulando e impulsionando nossas reações. Essas substâncias – cerca de 64 (adrenalina, noradrenalina, dopamina, endorfina, etc.) – têm funções muito específicas. Algumas excitam, enquanto que outras são inibidoras.

Os Transtornos Mentais têm origem – no campo físico – pela carência ou excesso na produção dos Neurotransmissores.

A Psiquiatria materialista, que enxerga – por enquanto – o ser humano como sendo exclusivamente o corpo físico, atribui esses desequilíbrios na produção dos Neurotransmissores a fatores genéticos.

O Espiritismo considera a criatura humana como sendo um ser Bio espiritual (Espírito e corpo físico) gerador dos fatores básicos para os desarranjos estruturais do organismo biológico. O Espírito ao reencarnar atrai (impulsionado automaticamente pela Lei de Ação e Reação) as células sexuais – masculina e feminina – que melhor atenderão às suas necessidades evolutivas redentoras.

A cada um segundo suas obras, nos alerta Jesus.

Divaldo silencia por alguns segundos, dando aos ouvintes a chance de assimilar esses complexos conceitos, porém tornados simples pelo poder do conhecimento e pelo domínio das técnicas de esclarecimentos do conferencista.

Agora, Divaldo envereda por uma nova vertente das Psicopatologias: Obsessão.

Divaldo inicia a abordagem citando a questão 459 de O Livro dos Espíritos quando Kardec indaga aos Bons Espíritos: Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos? Ao que os Espíritos de Bondade respondem: Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário (a ponto de que), são eles que vos dirigem.

Em que pese o fato da relutância e refratariedade por parte da Psiquiatria, essa já admite a possibilidade da existência de espíritos catalogando no Código Internacional de Doenças – CID 10, item F 44.3 – o estado de transe e possessão como a perda transitória da identidade com manutenção de consciência do meio ambiente. Essa situação é considerada doença quando a pessoa não tem controle.

Divaldo volta a citar Allan Kardec: Entre os que são tidos por loucos, muito há que são apenas subjugados e precisariam de um tratamento moral (Livro dos Médiuns, Cap. XXIII, item 254, questão 6)

Obsessão não é loucura, mas pode provoca-la, caso a ação prejudicial de um Espírito sobre outro for pertinaz e não tratada a seu devido tempo. Nesse caso, é preciso compreender que a ação persistente pode produzir lesões físicas, muitas vezes irreversíveis.

Espíritos desencarnados adversários, direcionam à mente do hospedeiro físico induções hipnóticas carregadas de pessimismo e de desconfiança, de inquietação e de mal-estar, que estabelecerão as matrizes das obsessões, classificadas por Kardec como sendo: Simples, Fascinação ou Subjugação (equivocadamente chamada de Possessão).

A obsessão – transmissão mental de cérebro a cérebro – se expressa inicialmente como inspiração discreta para mais tarde fazer-se interferência da mente obsessora na mente encarnada, com vigor que alcança o seu apogeu na deplorável subjugação.

Os tratamentos acadêmicos, seja o psiquiátrico como o psicológico configuram-se indispensáveis produzindo melhoras no quadro. Todavia se os hospedeiros desencarnados não forem afastados, os mesmos permanecerão com a perseguição e vingança.

Somente quando ocorrer uma alteração do comportamento mental e moral do enfermo, direcionado para o amor, para o bem, conseguindo sensibilizar aqueles que estejam na condição de perseguidores, é que dar-se-á a recuperação recebendo no processo terapêutico o auxilio – imprescindível – dos medicamentos na reorganização da máquina cerebral.

Com o precípuo objetivo de enfatizar a necessidade da transformação moral e o amor como terapias indispensáveis no trato das obsessões, Divaldo transportando as recomendações de O Livro dos Médiuns para a prática narra a todos o caso da perseguição que sofreu por 40 anos de um espírito que era identificado por Divaldo como O Máscara de Ferro e que finalmente o perdoou pelas ações do passado quando Divaldo tomou em seus braços uma criança recém nascida abandonada às portas da Mansão e passou a dedicar-lhe total atenção, carinho e amor.

Emocionado o espírito que o perseguira por todos aqueles anos pousou gentilmente a mão em seu ombro e falou-lhe:

— Divaldo, até agora tu não me convenceste. Venceste-me pela paciência. Contudo hoje já não tenho mais como te odiar. Essa criança que aninhas com tanto carinho entre teus braços abriga o espírito de minha mãe que retorna ao plano físico.

Abençoada Doutrina que nos esclarece ensejando-nos a oportunidade de libertação, não só da obsessão como também das doenças, pois o Espiritismo nos informa de que todas as enfermidades de qualquer procedência encontram no Espírito as causas que as provocam no corpo.

O Espírito – ser real – é sempre o responsável por quaisquer ocorrências na existência física.

Enquanto houver no ser humano a predominância dos impulsos de violência e de ressentimento, de ciúme e de ódio, de amargura e de mentiras, maledicências e calúnias, a problemática da enfermidade nele predominará.

Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prolongam, os dardos reagentes disparados desatrelam as células dos seus automatismos, que degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos, em razão da carga mortífera de energia que as agride.

A recíproca nos ensina a Doutrina Libertadora dos Espíritos, é igualmente verdadeira o pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito.

Compete-nos – exclusivamente a nós – fazermos desse conhecimento libertador o instrumento com o qual construiremos a nossa evolução moral e espiritual.

Não há, portanto, razão para nos deixarmos envolver pelo manto de pessimismo que os dias atuais vêm cercando a sociedade.

Em que pese os dias tumultuosos da atualidade onde as aflições, ódios, intolerâncias, sofrimentos e violências, dias em que as pessoas – ao invés de se amarem umas às outras como preconizado por Jesus – elegem se armarem umas contra as outras – no âmbito material e emocional – urge aceitar e viver a proposta de Jesus, amando mais, tornando-nos, assim, mais gentis, tolerantes, pacíficos e mansos de conformidade com os ensinamentos registrados no Sermão da Montanha, permitindo a formação de uma humanidade mais justa e feliz.

Embalando a todos nas suaves estrofes do Poema da Gratidão, Divaldo encerra a conferência, permitindo-nos sentir a presença do amor incondicional de Jesus a nos envolver.

Texto: Djair de Souza Ribeiro; Fotos: Sandra Patrocínio

 



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