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Publicado em 29 de novembro, 2018 | por Centro Paz e Amor

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Direito e dever de votar

Divaldo Franco
Professor, médium e conferencista

 

Uma das expressões mais elevadas da vivência democrática é o momento do direito e do dever de tornar-se eleito ou eleger-se os cidadãos que devem administrar a sociedade na qual o indivíduo se encontra.

A conquista da democracia de um povo resulta do seu amadurecimento moral, social e espiritual.

Superando os instintos agressivos que permanecem no processo antropológico da evolução, a cidadania, em decorrência da liberdade de pensamento e de ação, faculta o dever, assim como o direito de escolher os líderes que devem comandar os destinos da comunidade.

Em algumas culturas antigas e atuais, esse ministério tem sido exercido por personalidades de alto valor moral e abnegação, sem o interesse imediato de salário e comodidades absurdas que, normalmente, enriquecem aqueles que lutam ferozmente por alcançar os postos de responsabilidade.

Muito distantes do sentimento de amor à pátria e ao povo, sempre exausto e vencido pelas injustiças sociais, muitos modernos candidatos pensam exclusivamente nos interesses dos seus partidos e do enriquecimento pessoal.

Neste momento, a sociedade brasileira experimenta um tremendo desafio de significado histórico, porque definirá os rumos do futuro.

Enquanto o mundo estertora e a nacionalidade brasileira também experimenta dificuldades terríveis, o seu povo está convidado a definir o que será melhor para todos.

Os debates entre os candidatos multiplicam-se e as paixões lamentáveis geram inquietação como ameaças de parte a parte, gerando intrigas perversas e divisões infelizes entre as pessoas, sem o menor respeito pela liberdade de consciência que, neste momento, deve viger em todos.

Trata-se de uma ocasião que exige serenidade e discernimento, a fim de que sejam examinados os programas de governo de cada candidato, sem a perda de tempo dedicado a ofensas e mentiras calamitosas com as quais se influenciam os eleitores, na maioria deles, pouco politizados para esse fim.

Deixando-se dominar pelo que parece mais forte e que oferece mais facilidades morais irresponsavelmente, esses indivíduos definirão nas urnas o êxito, nem sempre do melhor, porém daquele que teve mais audácia, ofereceu absurdas concessões e zombou da faculdade de pensar das massas.

Neste momento, são utilizados recursos espúrios para uns mancharem a reputação dos outros, difamações que não podem ser investigadas e averiguadas e os ódios semeados desempenham os seus papéis em agressões morais e físicas asselvajadas, que deslustram a liberdade de conduta.

Na conjuntura que se encontra estabelecida hoje no Brasil, torna-se necessário que se atue com coragem e paz de espírito.

 

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, de 18 de outubro de 2018.

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