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Publicado em 5 de dezembro, 2018 | por Centro Paz e Amor

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Os animais e nós

Falar sobre animais pode ser um tema irrelevante para alguns; mas que tal se olharmos pelo ponto de vista de nossos deveres morais? Comecemos pelo capítulo XI do Livro dos Espíritos, na parte “Os Animais e o Homem” onde Kardec questiona se neles há uma inteligência que sobrevive à matéria, e se estão sujeitos a uma lei progressiva, tal qual os homens. Ambas as respostas afirmam que sim!

Partindo desse ponto, não é difícil concluir que os animais não estão aqui só para nos ajudar, mas também para evoluir.

O nosso dever mínimo em relação a eles é o respeito e ajuda, que merecem tanto quanto qualquer outro ser, pois assim como nós, eles fazem parte da criação Divina.

É injustificável o maltrato e crueldade com qualquer tipo de ser vivo, principalmente se o argumento for a “inferioridade” deles; de que adianta tudo o que aprendemos se não respeitamos os que estão inferiores a nós? Alexandre, um dos guias de André Luiz, esclarece ainda mais, na obra Missionários da Luz:

 “André, meu caro… Em todos os setores da criação, Deus, nosso Pai, colocou os superiores e os inferiores para o trabalho de evolução, através da colaboração e do amor, da administração e da obediência… no capítulo da indiferença para com a sorte dos animais, da qual participamos no quadro das atividades humanas, nenhum de nós poderia, em sã consciência, atirar a primeira pedra. Os seres inferiores e necessitados do Planeta não nos encaram como superiores generosos e inteligentes, mas como verdugos cruéis.

Se não protegemos e nem educamos aqueles que o Pai nos confiou, como germes frágeis de racionalidade nos pesados vasos do instinto; se abusamos largamente de sua incapacidade de defesa e conservação, como exigir o amparo de superiores benevolentes e sábios, cujas instruções mais simples são para nós difíceis de suportar, pela nossa lastimável condição de infratores da lei de auxílios mútuos?” 

Sabemos que por não possuírem completo livre arbítrio nem completa consciência de seus atos, os animais não passam pelas chamadas expiações. Sendo assim, por que sofrem em nosso mundo? Emmanuel – através da psicografia de Chico Xavier – nos traz o reconfortante esclarecimento, lembrando a Sabedoria de Deus, sempre presente em tudo:

“Ninguém sofre, de um modo ou de outro, tão somente para resgatar o preço de alguma coisa. Sofre-se também angariando os recursos preciosos para obtê-la. (…) Que mal terá praticado o aprendiz a fim de submeter-se aos constrangimentos da escola? E acaso conseguirá ele diplomar-se em conhecimento superior se foge às penas edificantes da disciplina? (…) O animal, igualmente, para atingir a auréola da razão, deve conhecer benemérita e comprida fieira de experiências que terminarão por integrá-lo na posse definitiva do raciocínio. (…) Dor física, no animal, é passaporte para mais amplos recursos no domínio da evolução”. 

 Entretanto, não devemos nos manter indiferentes quanto aos maus tratos em relação a eles somente porque isso faz parte de seu processo evolutivo; assim como ajudamos e respeitamos as pessoas que se encontram em maiores dificuldades.

Até quando o homem vai insistir no erro de maltratar aqueles que veneram e amam sem se importar com credo, cor, condição social? Há realmente necessidade de comercializá-los sem escrúpulos, como se fossem objetos?

Diz-se que os animais apenas se apegam aos homens porque são alimentados por esses, mas se isso é uma verdade completa, então como explicar a relação de companheirismo entre o cão e o morador de rua, que nem sempre tem comida para oferecer? A relação de amor e respeito que o animal possui pelo homem vai muito além da comida e até mesmo muito além da nossa visão terrena, pois sabemos através de André Luiz que esses sinceros amigos ajudam em resgates em zonas inferiores, dentre muitas outras atividades.

Cabe a nós, encarnados, igualmente fazermos bom proveito da boa vontade desses amigos que procuram nos servir; no entanto, sem abusos e maus tratos, afinal tratam-se de companheiros e não escravos. Façamos o que está ao nosso alcance para todos aqueles que estão ao nosso redor, reconhecendo e respeitando toda a Criação, a qual sabemos não existir sem motivo.(Marcel Vitor Muller,20 anos, Bibliotecário do C.E.Sementes de Luz)

Biografia:Livro dos Espíritos – Capítulo XI. KARDEC, Allan;A Questão Espiritual dos Animais. PRADA, Irvênia; Missionários da Luz. XAVIER, Francisco C.;

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