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Publicado em 1 de agosto, 2020 | por Centro Paz e Amor

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Qual a sua Fome?

André Sobreiro 

Mahatma Gandhi, espírito de elevada posição na hierarquia espiritual da Terra, nos deixou dizeres de extrema sabedoria, que servirão ao contexto do nosso singelo esforço de reflexão:

– Se se perdessem todos os livros sacros da humanidade, e só se salvasse o Sermão da Montanha, nada estaria perdido.

Gandhi, não sendo cristão, percebeu aquilo que, muitas vezes, nós, sendo cristãos, não conseguimos perceber: esse sermão, que é considerado por muitos estudiosos o resumo de todo o Evangelho, é também o maior código moral da história da humanidade.

Nesse primeiro sermão das notas escritas pelo evangelista Mateus (capítulos V, VI e VII), na perícope inicial (conhecida como as “Bem Aventuranças”), Jesus dá a receita perfeita para a felicidade do espírito imortal, dizendo-nos que os que sofrem no plano físico, sendo em inúmeras vezes desprezados pelo mundo, encontrarão compensação nos céus, isto é, na vida futura, no plano espiritual.

No versículo 06 (capítulo V), Mateus registra as seguintes palavras do Mestre:

– Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão fartos.

Reflitamos essa que é a 4ª Bem Aventurança.

Quando nosso Cristo diz que seriam bem aventurados os que tivessem fome e sede de justiça, deixa-nos a pergunta: Qual a nossa fome?

Há inúmeras formas de se sentir fome, quando se trata do espírito imortal.

Existem espíritos na psicosfera do nosso orbe que têm fome de poder temporal, refletindo-se pela sede de dominar mentes. Fome de mando, de ser obedecido. Domínio.

Há também os famintos de poder financeiro. Não obstante as fortunas conquistadas, não se contentam… Sempre querem mais! Não importando quem será prejudicado para que os novos ganhos ocorram.

Podemos citar também os irmãos que se mostram famintos de conhecimento. Essa tendência, por si, não é nociva… A busca de conhecimento é uma das molas propulsoras do progresso humano. Que seria de nós sem os “curiosos” que buscaram novos saberes até a descoberta de enormes avanços para a tecnologia, a medicina, etc.? O fator prejudicial referente a essa fome está no exagero. Em grande número de casos, essa busca exacerbada faz com que nos esqueçamos de almejar também o entendimento das Leis de Deus, causando, muitas vezes, o fanatismo… Pois sabemos que há pessoas que creem encontrar na ciência que defendem, a solução para todos os problemas sociais.

E poderíamos citar outros exemplos; porém, acreditamos que o que já foi discutido é suficiente para o entendimento do contexto proposto.

Em perfeita consonância com esses tipos de “fome”, Jesus nos traz belas reflexões no diálogo com a mulher samaritana (João, IV). Na mesma linguagem de contexto (usando a fome/sede como referência), o Senhor diz à moradora da Samaria que quem bebesse da água retirada do poço de Jacó, voltaria a ter sede… Porém, aquele que bebesse da água viva que Ele ofertava jamais voltaria a senti-la!

Qual a nossa fome? Encontramo-nos famintos de justiça?

Mas se o Cristo fala-nos em fome e sede de justiça, pensemos: Que justiça é essa? Que padrão de justiça devemos adotar?

Seria a nossa justiça?

Não temos dúvida de que a noção de justiça estará sempre na razão da elevação espiritual do ser. Quanto mais evoluídos, mais próximos estaremos da Justiça Divina, praticada por Jesus e detalhada em “O Livro dos Espíritos”, na 3ª parte – “Das Leis Morais”:

  1. Como se pode definir a justiça?

“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais”.

A questão ai é entender os “direitos dos demais”, como diz o Espírito da Verdade à Kardec… Já que ainda somos guiados pelo orgulho e pelo egoísmo (questão 785 da mesma obra básica), temos imensas dificuldades para separar nossos direitos dos demais, e até para vislumbrar nossas obrigações, que antecedem os direitos (o plantio deve vir antes da colheita, não nos esqueçamos).

A Doutrina Espírita nos oferta ensinamentos preciosos, referentes a essa e as outras “Bem Aventuranças”. O entendimento das mesmas é essencial para a nossa reforma íntima, assim como a compreensão de todo o sermão onde as mesmas estão inseridas.

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