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Publicado em 16 de junho, 2016 | por Centro Paz e Amor

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Todos são importantes

Somos iguais perante a seara, porque somos todos iguais perante o Senhor da Seara. Deus não faz acepção de pessoas, nem de posições e muito menos de instituições. O item 5 do capítulo XX de O Evangelho Segundo o Espiritismo estabelece esta condição essencial: Felizes os que tiverem trabalhado o campo do Senhor com desinteresse e movidos apenas pela caridade. Emmanuel conclui a sua mensagem lembrando que toda pessoa é importante na edificação do Reino de Deus. Querer que não haja discordâncias entre os que trabalham na divulgação e na sustentação da doutrina seria acalentar quimeras. Cada consciência humana, como ensina Hubert (*), é um ponto na correnteza da duração. Cada um de nós está colocado num ângulo determinado do eterno fluir da realidade. Cada qual, portanto, tem a sua maneira própria de ver as coisas. O espiritismo nos ensina que nos completamos uns aos outros pelas nossas diferenças. Mas se diferimos nos acessórios, concordamos sempre no essencial. Por isso mesmo a caridade, que é o amor em ação, deve eliminar as arestas do nosso personalismo, ensinando-nos que todos somos importantes na busca e na conquista da verdade. Claro que não devemos concordar com tudo e tudo aprovar em silêncio, pois a tolerância de acomodação equivale à cumplicidade com o erro. A crítica maldosa e orgulhosa, que condena tudo o que é feito pelos outros, é a negação da caridade. Mas, ai de nós se suprimirmos a crítica do meio espírita! Porque é ela, quando sensata e sincera, a prática da vigilância que Jesus ensinou e Paulo exemplificou. Como utilizar o crivo da razão, de que nos fala Kardec, se abdicarmos do direito de pensar que, mais do que um direito, é um supremo dever do espírito? Quando Emmanuel diz “guiar-se pela misericórdia e não pela crítica” está-se referindo à crítica negativa que nasce do orgulho, e não à crítica positiva que brota espontânea e necessária do julgamento imparcial e fraterno, objetivando corrigir e, portanto, ajudar. O lema “valorizar o esforço alheio” não implica a valorização dos erros e dos enganos do próximo, mas o reconhecimento dos esforços feitos por todos a favor da causa comum. Todos precisamos de misericórdia, mas a misericórdia, como Deus nos mostra em sua lei de ação e reação, não é a aprovação de erros e ilusões, e sim a correção e o esclarecimento.

(*) Refere-se ao francês René Hubert (1885-1954) – historiador, filósofo e pedagogo; escreveu sobre teoria educacional e outros.

Comentário de J. Herculano Pires, com o pseudônimo Irmão Saulo, sobre o texto “Legendas do Obreiro da Verdade”.

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